segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Gruta

Entro sem nada esperar
De mãos vazias e pés descalços
Na gruta do meu ser.
A escuridão me atormenta
Fecho os olhos
Cerro os punhos
Sangram as palmas.
O eco dos meus passos me ensurdece!

Estalactites
Estalagmites
Gritos!

Apenas eu, apenas eu, apenas eu...
Perco-me para me encontrar!


Valsa-Lenta

6 comentários:

tulipa disse...

AS vezes temos que nos perder para nos reencontrar....
um abraço
tulipa

Maria disse...

Quanto vezes já me perdi para depois me encontrar... nem sempre aconteceu, mas tentei...
:))

Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Não Valsa Lenta, não tens que te perder. Tu já encontraste o teu caminho. A luz está em sermos nós próprios sem angústias nem medos com a tranquilidade de quem procura ser feliz sem molestar ninguém.

Abraço minha querida.

Desnuda disse...

Por vezes acontece de entrarmos na gruta escura e sombria do nosso ser. Mas o certo é que também temos luz. Aonde quer que vá, sua mente e coração iluminam seus pensamentos. E deve ser assim. E esperar sempre, querida! E se encontrar cada vez mais...

Estava saudosa...Obrigada.


Grande beijo!

Anónimo disse...

Ai... (sem eco)... Grito tantas vezes e não obtenho retorno!!
O do seu grito entrou em mim... Nem imagina como senti o que escreveu...
Quantas Vidas assim... solitárias, porque "proibidas"!!

Dói...

Amor puro, intenso, entre iguais...

Voltarei.

Um abraço forte,
Rose Mary

ParadoXos disse...

apenas tu - real e viva para continuar contigo a mar cha!
bonito texto - sentido!
abraço